A gestão de facilities tem passado por uma transformação significativa com o avanço da digitalização. Nesse cenário, o BIM (Building Information Modeling) deixou de ser apenas uma ferramenta de projeto e passou a desempenhar um papel estratégico na operação e manutenção de ativos.

Mais do que modelagem 3D, o BIM representa uma base estruturada de informações que acompanha o ativo ao longo de todo o seu ciclo de vida, contribuindo diretamente para redução de custos e aumento do retorno sobre investimento (ROI).

O que é BIM e por que ele é relevante para Facilities?

O BIM permite centralizar informações técnicas, operacionais e financeiras em um único ambiente digital.

Na prática, isso significa que dados como:

  • Plantas e modelos 3D
  • Informações de ativos
  • Histórico de manutenção
  • Garantias e especificações técnicas

ficam organizados e acessíveis de forma estruturada.

Além disso, o BIM reduz a perda de informações entre as fases de projeto, construção e operação, garantindo continuidade e confiabilidade dos dados ao longo do ciclo de vida do ativo (Wikipedia).

Como o BIM Aumenta o ROI na Gestão de Facilities

A adoção do BIM impacta diretamente os resultados financeiros da operação.

Estudos indicam que a utilização do BIM pode gerar redução significativa no tempo de busca por informações, chegando a até 83%, além de economias operacionais relevantes ao longo do tempo (Accruent).

A seguir, destacamos os principais fatores que contribuem para esse ganho de ROI.

1. Transparência e Organização das Informações de Ativos

Um dos maiores desafios na operação de facilities é a falta de acesso rápido a informações confiáveis.

Com o BIM:

  • Dados de ativos ficam centralizados
  • Informações técnicas são facilmente acessíveis
  • O tempo de busca por documentos é reduzido drasticamente

Isso permite uma atuação mais eficiente das equipes e reduz riscos operacionais.

2. Redução de Custos Operacionais

O BIM possibilita uma gestão mais eficiente dos ativos, impactando diretamente os custos.

Entre os principais ganhos:

  • Redução de custos de manutenção, com estratégias mais planejadas
  • Diminuição de falhas e intervenções emergenciais
  • Otimização do consumo de energia
  • Melhor gestão de recursos

Estudos indicam reduções de até 5% nos custos operacionais anuais, o que é altamente relevante considerando que operação e manutenção representam grande parte do custo total de um ativo (Accruent).

3. Melhoria na Manutenção e no Desempenho dos Ativos

Com acesso a dados completos e atualizados, as equipes conseguem:

  • Planejar manutenções preventivas e preditivas
  • Diagnosticar problemas com mais rapidez
  • Aumentar a vida útil dos ativos
  • Reduzir o tempo de indisponibilidade

Esse nível de controle melhora o desempenho geral da operação.

4. Redução de Custos com Interoperabilidade

Ambientes com múltiplos sistemas costumam gerar retrabalho e inconsistências.

O BIM, quando integrado a sistemas como GED, EDMS e plataformas de manutenção, permite:

  • Eliminar duplicidade de dados
  • Reduzir retrabalho
  • Garantir consistência da informação
  • Melhorar a comunicação entre sistemas

Isso reduz custos indiretos e aumenta a eficiência.

5. Apoio à Tomada de Decisão

Com dados estruturados e confiáveis, gestores conseguem tomar decisões mais assertivas.

O BIM permite:

  • Analisar desempenho de ativos
  • Priorizar investimentos
  • Avaliar custos ao longo do ciclo de vida
  • Planejar melhorias com base em dados reais

Esse nível de inteligência operacional é um diferencial competitivo.

6. Redução de Atrasos e Ineficiências

A falta de informação é uma das principais causas de atrasos em projetos e operações.

Com o BIM:

  • As informações estão sempre disponíveis
  • Erros e inconsistências são reduzidos
  • Processos se tornam mais ágeis

Isso contribui para redução de custos associados a atrasos e retrabalho.

BIM e a Gestão de Documentos de Engenharia

Para que o BIM entregue todo o seu potencial, é fundamental que ele esteja integrado a uma estrutura robusta de Gestão Eletrônica de Documentos (GED) e EDMS.

Isso garante:

  • Controle de versões de documentos
  • Rastreabilidade das informações
  • Governança documental
  • Segurança e integridade dos dados

Sem uma gestão documental estruturada, o valor do BIM pode ser comprometido.

BIM como Pilar de Governança e Segurança da Informação

A evolução do BIM está diretamente ligada à necessidade de fortalecer a governança da informação.

Isso envolve:

  • Integridade, dados corretos e atualizados
  • Confidencialidade, controle de acesso
  • Disponibilidade, acesso rápido e seguro
  • Rastreabilidade, histórico completo de alterações

Nesse contexto, o BIM deixa de ser apenas uma ferramenta de modelagem e passa a ser um elemento central da estratégia de gestão da informação.

Conclusão

O BIM representa uma oportunidade concreta de transformar a gestão de facilities, reduzindo custos e aumentando o retorno sobre investimento.

Ao integrar dados, melhorar a eficiência operacional e fortalecer a governança da informação, o BIM se posiciona como um dos principais pilares da gestão moderna de ativos.

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Postagem original: 23 de junho de 2026